sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Uma tristeza nunca vem só

Foi doloroso durante muitos dias...a dor passou mas o remoer da situação ficou. O sentimento de tristeza e de arrependimento de não ter feito mais, de não vos ter dado a merecida despedida permanece.
O meu dia-a-dia atribulado não me deixou ter espaço e tempo para vos ver e recordar uma última vez...eu não sabia que seria a última oportunidade que iria ter de vos ter por momentos ao pé de mim....apenas não sabia, caí na minha ingenuidade e pensamento de que iria ter tempo para vos dar esse carinho, a honra da minha visita.
A primeira vez eu já esperava. Tomei uma opção consciente de que seria melhor assim, recordar-te cheio de vida e boa disposição que contagiava quem estava em teu redor. Fiquei triste...sim, mas nada mais podiamos fazer por ti.
Da segunda vez, foi um choque. Sabia que havia uma doença, que houve uma cura, mas não soube da tua estranha e repentina recaída. Tive para a ir ver 3 ou 4 vezes...oportunidades desperdiçadas por causa da miserável vida stressante e trabalhosa. Sempre que a via na rua lembrava-me que sou exactamente assim, semrpe de um lado para o outro, com energia e vivacidade, a querer absorver cada pessoa, cada lugar, cada momento..Agradecerei sempre a segunda avó que foste para mim mas especialmente para a minha irmã. Lamento-me muito por não ter tido a noção do que se passava, do distante que esta realidade estava de mim...sofri mas fui-me erguendo.
Da terceira vez....não aguentei. Foste quem mais viveu, quem mais me viu crescer, quem mais me fez sorir com as minhas próprias batotices no jogo da moeda. Eras meigo comigo, mas com todos os outros tinhas alguma maldade para com eles, nunca percebi porquê, fazia parte de ti. Fui sempre a tua eleita, quem mais veneras-te, com quem mais momentos partilhas-te da tua eterna história de vida que não hei-de esquecer. Apesar de em tempos finais nos vermos muito poucas vezes, a verdade é que só te lembravas de mim...todos os outros eram meros desconhecidos, conhecidos por vezes sem grande significado..a mim sempre me identificas-te como alguém importante para ti e de quem te lembravas regularmente como tua companheira dos tempos vagos. Devia ter ido despedir-me de ti. Não me perdoou por isso e custa-me muito aceitar...porque ainda não aceitei ou sequer consegui entrar na realidade que já cá não estás. Consigo ainda ver-te à minha frente sentado na poltrona castanha já gasta da sala...a caixa de costura ao lado para te ajudar a colocar as linhas nas agulhas...foram tantos os momentos...tantos..

sábado, 22 de setembro de 2012

Noite "embruxada"

Primeiro são os bixinhos horríveis que decidem vaguear pelas escadas do prédio, depois a chuva torrencial vinda do nada que me impediu de estender a roupa, a juntar a trovoada que verdade seja dita - odeio - e para culminar quando quero fazer um joguinho para me divertir um bocado os servidores estão em baixo! Grrrrrrrrrrrrr -.-

sábado, 8 de setembro de 2012

Eles podem discutir, não concordar em muitos assuntos, desafiam-se o suficiente para haver desentendimento, chateiam-se por coisas banais, têm por vezes conversas apenas para matar o tempo e sem qualquer conclusão. Mas apesar das suas diferenças tinham algo em comum: eram loucos um pelo outro.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

Pequeno vício...

Comam chocolate para curar males de amor...não há melhor! E para quem sofre do mesmo mal que eu, ou seja, não engorda com nada, então fica ainda mais satisfeito =P
A acompanhar um filme sabe sempre bem.

Vai uma trinca?


sábado, 1 de setembro de 2012

Serenidade


Relembra-me momentos calmos, serenos, revela a minha paz interior.

É uma pequenina ajuda =)

Há muito que a escrita num blog deixou de fazer parte da minha vida, porque escrever aqui servia para exprimir o que sentia, desabafos para desconhecidos, coisas banais e pontuais.
Há alguns meses voltei a escrever por incentivo de uma pessoa, explicando-me que me faria bem expressar nem que fosse num texto para um blog o que me ia na alma.."que ouvia demasiado os outros mas que falava pouco sobre o que me ia cá dentro..que reprimia alguns sentimentos e que quando chegava ao limite explodia de tal forma que me doia cá dentro".
O efeito não é significativo...mas ajuda.

Demasiado cansada..

É incrivel em como por vezes me sinto tão ingénua, tão frágil e inútil. É ainda mais incrivel o cansaço que tenho acumulado de dias, meses, possivelmente anos a fio, talvez por me querer dedicar sempre a 200% a quem gosto, por me preocupar demasiado com quem me rodeia, por querer estar um passo à frente para que nada corra mal. Quando penso que estou num melhor caminho, que há algo que me trás um maior sossego e alegria, que foi agora que descobri que posso realmente estar feliz sem mais dramas e conflitos, há algo que se intromete.
A confiança que as pessoas depositam umas nas outras por vezes é sempre quebrada com traições, com desconfianças, com más suposições, com um inúmero de situações na vida que muitas vezes são complicados de justificar, fazendo com que cada um vá para seu lado e acaba-se aí uma relação. Depois há as pessoas cuja confiança sobre o outro foi quebrada mas a quem foi dada uma segunda hipótese, um perdão que poucos são aqueles que têm esse dom. Ainda há a situação em que se acusa alguém com base em factos evidentes mas que não se aplicam aquela pessoa, que poderão ser erros derivados de outras coisas, mas que fazem com que quem nos acuse fique tão cego que não alcança o real. Fica em causa a confiança, o respeito, o dom da palavra, as conversas, tudo e mais alguma coisa que possa constituir essa relação.
Por muito que me tente justificar será sempre a minha palavra contra o "suposto evidente"..cansada de lutar contra algo que não vale já a pena, o acreditares em mim..dizer ou não dizer penso que passou a ser igual.